sábado, 15 de fevereiro de 2014

IKEA oferece dignidade e design sustentável para refugiados em parceria com a ONU

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, com a sigla em português ACNUR, e UNHCR em inglês, é um órgão das Nações Unidas criado em 1950. 

Tem como missão dar apoio e proteção a refugiados de todo o mundo. Junto com a Fundação IKEA, o ACNUR anunciou uma importante parceria que fará a diferença para milhares de refugiados no mundo inteiro: um novo abrigo que vai substituir tendas obsoletas e ruins, que duram apenas seis meses. 

Por se tratar de IKEA, o projeto é desmontável, modular e pode ser erguido em quatro horas. Estima-se que a duração do artefato é de três anos. Sabe-se que um refugiado pode ficar nessa situação itinerante por até 12 anos.

O projeto também apresenta uma série de outras vantagens: mais espaço e privacidade, melhor controle de temperatura e coleta de energia solar (o bastante para iluminar o interior à noite). O abrigo está sendo testado na Etiópia antes de ser empregado mundialmente. Os abrigos são apenas a primeira parte de uma colaboração a longo prazo que, espera-se, proporcionará saúde e educação para quem precisa.

O protótipo foi selecionado como um dos três finalistas para o World Design Impact Prize 2014. Os outros dois apresentam uma seringa que não pode ser reutilizada (ela muda de cor depois de utilizada), e um fogão ecológico que armazena energia.

Independente desse reconhecimento, o projeto do abrigo já é vencedor por fazer a diferença na vida de milhares de refugiados distribuídos pelo mundo. O finalista será anunciado no dia 28 de fevereiro, na Cidade do Cabo, na África do Sul. 

Conheça o projeto em fotos e o vídeo (em inglês) que mostra como o abrigo é construído. 

Refugiados na Etiópia
Os abrigos podem chegar a outras partes do mundo em breve




segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Jornalismo depressão





Meu nome é Vanessa Andrade, tenho 29 anos e acabo de perder meu pai.
Quando decidi ser jornalista, aos 16, ele quase caiu duro. Disse que era profissão ingrata, salário baixo e muita ralação. Mas eu expliquei: vou usar seu sobrenome. Ele riu e disse: então pode!
Quando fiz minha primeira tatuagem, aos 15, achei que ele ia surtar. Mas ele olhou e disse: caramba, filha. Quero fazer também. E me deu de presente meu nome no antebraço.
Quando casei, ele ficou tão bêbado, que na hora de eu me despedir pra seguir em lua de mel, ele vomitava e me abraçava ao mesmo tempo.
Me ensinou muitos valores. A gente que vem de família humilde precisa provar duas vezes a que veio. Me deixou a vida toda em escola pública porque preferiu trabalhar mais para me pagar a faculdade. Ali o sonho dele se realizava. E o meu começava.
Esta noite eu passei no hospital me despedindo. Só eu e ele. Deitada em seu ombro, tivemos tempo de conversar sobre muitos assuntos, pedi perdão pelas minhas falhas e prometi seguir de cabeça erguida e cuidar da minha mãe e meus avós. Ele estava quentinho e sereno. Éramos só nós dois, pai e filha, na despedida mais linda que eu poderia ter. E ele também se despediu.
Sei que ele está bem. Claro que está. E eu sou a continuação da vida dele. Um dia meus futuros filhos saberão quem foi Santiago Andrade, o avô deles. Mas eu, somente eu, saberei o orgulho de ter o nome dele na minha identidade.
Obrigada, meu Deus. Porque tive a chance de amar e ser amada. Tive todas as alegrias e tristezas de pai e filha. Eu tive um pai. E ele teve uma filha.
Obrigada a todos. Ele também agradece.
Eu sou Vanessa Andrade, tenho 29 anos e os anjinhos do céu acabam de ganhar um pai.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Alexander Wang: inverno cravejado de bolsos, texturas e botas para as mulheres modernas

Para o estilista Alexander Wang, tudo o que uma mulher moderna precisa no outono/inverno é um casaco e um par de botas. Aos 30 anos, ele dirige sua própria marca e também a maison Balenciaga. Acompanhe as criações que ele apresentou na Semana de Moda de Nova York. Power suits cravejados de bolsos, botas e texturas. Todo mundo vai copiar. E você vai querer comprar.  


Um casaco (militar) cheio de bolsos para guardar tablet, celular, batom e um par de botas: pronta para o inverno

Comprimento anos 60, simplicidade e praticidade anos 2014

Executiva moderna e chique

Saia de couro prensada e pulôver com textura: diferente na multidão

Vestido camisa turquesa: inverno colorido

Terninho com aplicação de plaquinhas: Blade Runner é aqui

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Pelas graças de Grace, muito original aos 65 anos

Ela hipnotizava as plateias com sua beleza, sua voz, sua altura, sua androginia. Era impossível chegar numa pista de dança de uma casa noturna da década de 80 e não requebrar ao som da deusa negra. 

Os fãs da cantora jamaicana já podem comemorar. Há uma verdadeira onda trazendo de volta a diva que nunca parou de fazer shows, mas diminuiu o ritmo de lançamentos de discos e turnês.

A estilista italiana Donatella Versace homenageou a cantora em sua última coleção nas passarelas. Capuzes alta-costura puderam ser vistos nas cabeças das modelos, fazendo alusão ao figurino que Grace adorava usar, junto com seu cabelo cortado em formato de caixa, maquiagem extravagante e chapéus igualmente escandalosos.

Outra aparição da musa, que tem inacreditáveis 65 anos, aconteceu ontem no baile filantrópico de gala da AmFar, entidade criada por Elizabeth Taylor para pesquisas sobre a aids. Ela surgiu linda no palco, de capa, maiô e chapéu coco de paetês, encantando a plateia vip e doadora de muitos dólares. 

Para os que sentem falta de Grace, há rumores, ainda não confirmados, de que ela vai lançar um novo trabalho e uma turnê no final de 2015. Enquanto ela não chega, conheça seu estilo e seu jeito de cantar, sempre único e muito original. 


Em retrato icônico do artista Jean Paul Goude,
com quem Grace Jones se casou e teve um filho

Ela faz prova de roupa com Azzedine Alaïa, o tunisiano
que o mundo da moda reverencia até hoje

Nunca um capuz foi tão fashion. A negra foi modelo no início de sua carreira em Nova York e ela adorada por Andy Warhol 
Donatella Versace homenageou Grace na passarela

Capa do disco Island Life

Capa do disco Slave to the Rhythm, nome de uma das músicas
mais conhecidas da cantora

Grace no palco da AmFar - deslumbrante aos 65

E abaixo, Grace canta La Vie En Rose, vestida de rosa, na década de 80, e na festa das comemorações do Jubileu da Rainha da Inglaterra, de espartilho e bambolê, em 2012




quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Laranja já

Paolla Oliveira foi campeã de pedidos na Central de Atendimento ao Telespectador (CAT), da TV Globo, em janeiro, com batom, esmalte, brinco, cabelo e figurino



O batom laranja conquistou as espectadoras

Existe um departamento dentro da TV Globo que atende, religiosamente, todas as ligações de espectadoras (e espectadores também!) que "precisam" saber a cor do esmalte da protagonista da novela, onde comprar a cadeira do Big Brother e a marca daquele vestido lindo que uma atriz tenha usado em uma festa.

Além do serviço, muito bem prestado, aliás (eu já liguei para perguntar sobre um vestido da Camila Pitanga, a atendente não sabia na hora, mas me enviou um e-mail no dia seguinte!), a emissora divulga, mês a mês, os mais pedidos.

É uma lista que tem os campeões de audiência nos quesitos figurino, acessórios, maquiagem e cosméticos, cabelo e cenografia. Um lugar nessa disputada lista faz dispararem as vendas de qualquer produto e as empresas se preparam com estoques reforçados para a avalanche de fãs que chegam com a exposição que garantem.

No mês de janeiro, a atriz Paolla Oliveira, Paloma de Amor à Vida, foi muito lembrada pelos espectadores. No "dez mais" consolidado, ela aparece cinco vezes com melhor cabelo, esmalte, batom, blusa e brinco.

O que eu gostei mesmo foi do batom e esmalte laranja, quase coral, que ela usou em cena. Apesar de Paolla de Oliveira ser uma atriz extremamente discreta e avessa a extravagâncias, ela combinou com a proposta da direção de arte da novela e inspirou muita gente.

O laranja, seja na boca ou nas unhas, abre um imenso leque de possibilidades que se estende do figurino à decoração. Escolha um vestido laranja, e vai se destacar na multidão. Misture com pink, ficará moderna. Com um acessório turquesa, poderia desfilar em qualquer tapete vermelho.

Veja como o laranja é bacana!


Laranja e pink: chique na passarela e na arquitetura

As cores pertencem à mesma cartela e são extremamente
femininas e marcantes

Scarlett Johansson é adepta da cor na boca e no figurino


Um batom laranja e uma blusa branca: fashion

O laranja combina com loiras, ruivas, morenas e negras

Minha combinação preferida: laranja, pink e turquesa





domingo, 2 de fevereiro de 2014

A senhorita Hepburn chegou

Consta na biografia escrita por David Spoto que a amizade duradoura que se estabeleceu entre Audrey Hepburn e Hubert de Givenchy começou com um mal-entendido. 

A atriz foi ao ateliê do estilista francês a pedido de Edith Head, a figurinista do filme Sabrina, porque Billy Wilder, o diretor do longa, queria que a atriz usasse algo bem "francês" para a cena em que ela "debuta" na sociedade americana.

Edith não gostou da ideia e a enviou para Cristóbal Balenciaga. Ocupado, o consagrado espanhol preferiu encaminhar a novata para seu protegido, Givenchy. Ao chegar lá, a secretária anunciou para o estilista: "A senhorita Hebpurn chegou".

Ao abrir a porta, levou um susto ao ver uma mulher pequena de cabelos curtos, de calça cigarrete e sapatilha. Esperava encontrar uma outra Hepburn, Katharine, que também fazia roupas com ele.

A dupla teve química instantânea e começou ali uma parceria que durou até a morte da atriz, em 1993. Givenchy não criou figurinos apenas para os filmes de Audrey, como Bonequinha de Luxo. Ele também vestiu a atriz, fez um de seus vestidos de casamento e criou perfumes inspirados nela.


O vestido que Hubert criou para Audrey usar
no filme Sabrina se transformou em um clássico

O longo pretinho que abre o filme Bonequinha de Luxo
também é um Givenchy exclusivo feito para ela

Mais uma criação do estilista para sua musa

Audrey e Hubert: amigos durante a vida inteira

Hubert vestia Audrey dentro e fora das telas



E no vídeo abaixo, o jornalista Tim Blanks, do site Style.com, relembra a homenagem que Hubert de Givenchy ganhou em 1991, no Palais Galliera, por seus 40 anos de carreira. Audrey Hepburn o prestigiou e declarou, à época. "Toda mulher quer estar bonita. Em uma cena difícil, eu me sentia segura com as roupas que ele criou para mim", diz.