segunda-feira, 10 de março de 2014

Tapetes que emocionam


Entrar na By Kamy para comprar um tapete é uma experiência para os sentidos. Tudo é colorido, é um prazer para os olhos desfilar pelo ambiente que é muito aconchegante, a loja é ampla, tem luz natural e dá vontade de tirar o sapato e sair pisando nas peças para sentir as texturas.

Aí começa a mágica. Guiado pela proprietária Francesca Alzati, é impossível não se apaixonar pelas explicações que ela dá quando fala de um tapete. Ela gosta tanto do que faz que é capaz, até, de dar uma razão emocional para quem está indeciso na hora de comprar. "Você precisa se apaixonar pelo tapete", diz Francesca.

Para isso, acaba de lançar um serviço para o cliente, onde ele pode ver, no computador, uma simulação de como um tapete ficaria em sua sala ou quarto. No meio de tantas opções, até eu quero ver como o meu ambiente vai ficar com um tapete da By Kamy. Adorei!




Borboletas aos pés: lirismo em forma de tapete. É tão lindo que talvez eu colocasse na parede apenas para ficar admirando!

Texturas e desenhos fazem qualquer ambiente ficar único

Além de tapetes, Francesca vende almofadas com reproduções de obras de arte de Picasso e Miró

Um incrível tapete de seda que muda de cor à medida que se pisa nele em diferentes posições por causa do reflexo da luz
Um mar de tapetes para qualquer gosto



A versão moderna de um tapete da By Kamy, com alto relevo e cores intensas, como azul e abóbora



Francesca Alzati explica porque devemos nos apaixonar pelos tapetes que colocamos em nossas casas. Acompanhe o vídeo!








domingo, 9 de março de 2014

Antes e depois - como ressuscitar um móvel caído

Adoro antes e depois de móvel. Porque assim como na vida, tudo pode sempre ficar melhor.

Meio sem graça, com puxador faltando, o aparador "pedia" uma vida nova para viver mais alguns anos


O móvel ganhou tinta verde bandeira, novos puxadores e a madeira foi escurecida. Os pés ficaram pretos. Moderno e sustentável. Adorei

sábado, 8 de março de 2014

#escandinaviafeelings

Gosto muito do design que vem do frio. Na Escandinávia, a mobília tem linhas retas, é muito funcional e na maior parte da vezes, a madeira é clara, branca ou preta. 

Sim, na maior parte. Porque os subversivos gostam de misturar tudo, colocar peças coloridas, antigas com novas. Esse movimento novo foi batizado de New Scandi. Vem conhecer e se inspirar. Eu adoro.

A sala de jantar ganhou mesa e cadeiras de metal. Papel de parede, tapete e sofá estilo divã, tudo colorido. O chão de tábuas foi pintado de branco pra preservar o estilo escandinavo



A tradicional sala de estar tem sofás brancos, mas as almofadas vintage dão toque de cor para combinar com as telas que poderiam ter saído de um museu de Copenhague!


O amarelo é a estrela dos ambientes que poderiam ter ficado muito sem graça só com madeira clara 


Cor para tudo quanto é lado no arco-íris de inspirações dessa residência com móveis retrô e peças garimpadas


Nesse quarto de criança não foi necessário trazer móveis diferentes: os próprios brinquedos dão tom e vida ao ambiente


Quarto de adolescente moderno, com cor nas almofadas, tapete e no tampo da escrivaninha. Escandinavos adoram tapetes de listras. Também temos no Brasil. Vende na feira! Eu já comprei


Pinceladas de cores fortes no ambiente masculino com móvel azul e amarelo formam o casamento perfeito com parede e chão brancos!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Dries Van Noten e a moda que vem da Bélgica

O estilista belga Dries Van Noten


Dias corridos para o estilista belga Dries Van Noten. Depois de apresentar sua coleção outono/inverno 2014 em Paris no início da semana, ele inaugura mostra de seus trabalhos no museu Les Arts Décoratifs amanhã, sábado, 1 de março, na capital da moda. 

"É um trabalho de introspecção, uma reflexão sobre mim mesmo, sobre o meu modo de trabalho e minha relação com a arte e outras culturas que me apaixonam", diz Van Noten, que frisou não se tratar de uma retrospectiva.

A curadoria escolheu por colocar as criações de Van Noten ao lado de outras peças do acervo do museu, como vestidos de Cristóbal Balenciaga e Christian Dior, e fazer referência a obras de arte que influenciaram o estilista, como quadros do inglês Francis Bacon e Jacques-Émile Blanche, que fez um retrato de Marcel Proust.

Van Noten fez parte da trupe de belgas que invadiu Londres dentro de uma kombi para participar da semana de moda daquela cidade na década de 80, ao lado de Martin Margiela e Ann Demeulemeeuster. Nunca quis fazer alta-costura, gosta de "roupas usáveis". Sua passarela é sempre colorida, criativa e cool. Cria sapatos, bolsas e óculos também com igual competência.

Mora com o parceiro Patrick Vangheluwe numa casa nos arredores da cidade de Antuérpia, na Bélgica. Quando não está criando suas coleções (e são quatro por ano, masculina e feminina), se distrai cuidando do jardim.  

Para visitar a exposição:

Dries Van Noten - Inspirations
Les Arts Décoratifs – Mode et textile
107 rue de Rivoli
75001 Paris

Telefone. : 01 44 55 57 50
Metrô : Palais-Royal, Pyramides ou Tuileries 

De 1 de março a 31 de outubro

Link para o site do museu sobre a exposição


Acompanhe detalhes do desfile de moda outono/inverno de Dries Van Noten que aconteceu na quarta-feira, 26, em Paris, inspirado no trabalho da designer inglesa Bridget Riley, que fazia op-art.















quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A marcenaria fina e artesanal da Cibeles

Victor Garcia de Miguel imigrou para o Brasil, aos 26 anos, depois de viver as agruras do pós-guerra na Europa, no século passado. O espanhol chegou no Porto de Santos em busca de sobrevivência e dignidade (as vagas para Canadá e Venezuela já haviam esgotado). Na bagagem trazia uma experiência que iria transformar a sua vida: ele havia trabalhado em marcenarias que confeccionavam a mobília da burguesia espanhola. A intimidade com o ofício só fez aumentar as oportunidades no país.

"Isso não existe na Europa, essa fartura de madeira. É aqui que vou ficar", diz Miguel, que considerou até comercializar a matéria-prima quando chegou, mas logo iniciou seus trabalhos na marcenaria fina em 1955. Ali nasceu a Móveis Cibeles. O interesse pelos móveis clássicos e releituras de estilos como Luís 15, Luís 16, Chippendale, mobília chinesa, inglesa e espanhola encantou clientes que compravam os móveis de estilo europeu para decorar suas residências urbanas, fazendas, casas de praia, entre outros.

Em 1974, o êxito comercial levou Miguel a comprar um terreno no Pari, na zona norte da cidade, e construir uma fábrica onde já chegaram a trabalhar 40 funcionários. Alguns anos depois de os filhos Victor e os gêmeos Aureliano e Henrique se formarem, o empresário os convidou para tocar a Cibeles, batizada em homenagem à praça de Madri, onde ele nasceu.

"Quando chegamos, organizamos o catálogo, colocamos preço e começamos a atender os clientes. Só meu pai sabia quanto custavam as peças", lembra Aureliano, que assumiu o controle operacional da Cibeles e manteve a qualidade dos processos, como a confecção artesanal, o uso da meia esquadrilha, ausência de pregos na junção das madeiras e polimento feito à mão.

Com a abertura de mercado, as vendas começaram a ficar menores e o consumidor passou a comprar móveis importados da China, mais econômicos. A mão de obra também escasseou. "Tenho muita dificuldade para encontrar profissionais qualificados", diz Aureliano, que junto com o irmão, pensa em colocar o patrimônio à venda, mas continua atendendo sob encomenda.

O acervo de peças da Móveis Cibeles ocupa os quatro andares da fábrica (são mais de 200 cadeiras, e mais criados-mudos, mesas, aparadores) e são um importante registro da história do mobiliário e dos costumes da sociedade. 




O acervo da Cibeles conta a história dos costumes de sociedades do mundo inteiro: França, Inglaterra, Espanha e Brasil
Cadeira Medalhão de Jacarandá: não existe mais essa madeira


Espaldar folhado a ouro na cadeira que pertenceu a Victor Garcia de Miguel, o "senhor" Cibeles


Palhinha pintada: retrato de uma época


Cadeiras, mesas, espelhos: móveis clássicos que nunca
irão se perder no tempo



O criado-mudo feito e pintado à mão e tampo de mármore (atrás) ficava na residência de Miguel


A fachada da Móveis Cibeles no Pari

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

London calling Simone Rocha

Há quem acredite que a cor que você mais gosta é a cor que melhor lhe cai bem. Eu sou fã do azul-marinho quase preto e toda vez que visto uma peça assim, me elogiam. Adoro!

Fiquei encantada com as peças que a estilista irlandesa Simone Rocha apresentou em Londres durante a Semana de Moda. Muito bem cortadas, românticas e muito práticas, poderiam entrar no meu guarda-roupa sem pedir nenhuma licença.

Simone estudou em Dublin, é filha do estilista John Rocha e se especializou na Central Saint Martin's College, a escola onde também estudaram Stella McCartney, Alexander McQueen e John Galliano. 

Aos 27 anos, já é cativa no calendário fashion e conquistou o aval da imprensa com suas roupas e acessórios. Não deixa de ser divertido o brogue (sapato masculino) que ela criou com salto de acrílico.

Acompanhe as criações recentes de Simone e um pouco do seu estilo.

Mini-trench com saia franzida: feminino e masculino na medida


Sua versão para o casaco de inverno 
Quase terninho com babados: original
 
Vestido com babados: sem ser over
 
Simone Rocha
 

Jan e Simone Rocha: pai e filha no mundo da moda 
Alexa Chung veste Simone Rocha
 
Casaco rosa poderia vestir Audrey Hepburn
 
Lady Gaga prestigiou a estilista na capa de revista Elle
Sapato masculino com toque feminino: salto de acrílico

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Tênis glamour

Quando uma ou duas das cultuadas editoras de revistas de moda dos Estados Unidos e Europa começam a aparecer na frente dos desfiles de alta-costura com uma peça de roupa diferente ou acessório, pode ter certeza que ali está nascendo uma nova tendência. 

Foi assim que nasceu a releitura dos tênis de corrida versão fashionista. Depois de cativar as lançadoras de tendências, eles migraram para as passarelas e devem fazer o caminho inverso, em breve, ao chegar às lojas de departamentos.

Chanel saiu na frente e lançou, em sua última coleção, uma série de tênis descolados e purpurinados que deve fazer a cabeça das fãs que celebram a marca. Marc Jacobs também embarcou na onda e lançou os seus. 

Não deixa de ser uma alívio saber que uma opção de calçado confortável vai invadir as prateleiras das lojas, mas um pouco de cautela sempre é bem-vinda, porque tênis de corrida só funciona na academia ou no parque. Afinal, o conforto não precisa estar longe do estilo. 

Acompanhe as fashionistas e faça suas escolhas!

Karl Lagerfeld e seus tênis glamour para Chanel


O tênis-cabeça de Marc Jacobs

As fashionistas já aderiram ao conforto do tênis

As modelos também adotaram o novo visual

A Nike saiu na frente com tênis modernos

A editora de moda Taylor Tomasi Hill

Viviana Volpicella combinou tênis colorido e casaco camelo: a verdadeira lançadora de tendências